quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Congresso da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas

e

PCdoB discute militância jovem no setor produtivo

As secretarias nacionais de Juventude e Sindical PCdoB realizaram nos dias 10 e 11 de setembro o Encontro de Estudantes Comunistas de Cursos Ligados ao Setor Produtivo e a Setores Estratégicos. O evento reuniu filiados e simpatizantes do Partido que estudem em escolas técnicas, tecnológicas, universidades e cursos ligados diretamente ao setor produtivo brasileiro.A União da Juventude Socialista em sua bancada composta por quatro membros da diretoria esteve presente no evento além das dicuções do coletivo dos Institutos Federais pautando temas respeito a greve dos servidores públicos federais.
A iniciativa do encontro surgiu dos debates do 12° Congresso do PCdoB, que decidiu colocar no centro da atividade partidária a questão da política de formação de quadros comunistas e seu crescimento entre mulheres, trabalhadores e jovens. Segundo o secretário Nacional de Juventude do PCdoB, Júlio Vellozo, o encontro representa um investimento para a construção do Partido entre os trabalhadores. “É uma forma de garantir que essa turma de fato entre no mercado de trabalho e milite nessas áreas”.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Vitória da União da Juventude Socialista em Volta Redonda-RJ

A Conferência Municipal de Juventude que ocorreu no sábado dia 03/09 deveria eleger delegados para Conferência Estadual de Juventude e logo depois para formação do Conselho Municipal de Juventude.Com muita raça,muita vontade de ganhar e para reafirmar a trajetória e seu espaço politico em Volta Redonda a UJS vence e emplaca cerca de 3 delegados para etapa estadual com uma diferença de votos exorbitante,o primeiro delegado eleito foi da UJS com maior índice de votos possíveis no evento 31,já o segundo delegado foi eleito com 28 votos e o terceiro delegado também eleito da UJS obteve 26 votos o 4 delegado a ser eleito de uma outra corrente ideológica obteve 20 votos,os demais cerca de 17 e assim diminuindo a margem de votos.A presença nos eixos de debate foi sucesso,onde a UJS colocou para debater dos 5 eixos, estivemos presentes em quatro,saimos vitoriosos com nossa participação.
No Conselho Municipal de Juventude a UJS obteve cerca de 3 vagas,sendo no setor secundarista e ONG,com uma vitória expressiva no primeiro conselho de Juventude a UJS marca presença,sai vitoriosa e sai convicta que o lugar dos estudantes,dos jovens trabalhadores é na UJS,uma entidade que ajuda a contruir Volta Redonda,ajuda construir este país.
A conferência por um todo obteve cerca de uns 150 inscritos,com a maior bancada barulhando o auditório da UFF da Vila,cantando e saudando a entidade a UJS desfruta de sua organização.
Neste tipo de evento sempre tem um ou outro que se une para banalizar o evento e tumultuar,e neste não foi diferente,tentaram menosprezar o evento e tumultuar porém nossa bancada não deixou os oportunistas ameaçar a organização do evento e tão pouco desvalorizar e com a união conseguimos que os mesmos não conseguisse aprovar nada,nossa bancada realmente fez a diferença.

A única votação que os oportunistas chegaram perto de aprovar obtiveram cerca de 55 votos e a UJS junto a outros presentes obtiveram cerca de 57 votos.As demais votações os mesmos obtiveram um percentual baixo.


Nossa atuação mostra que o debate é válido,o processso democratico é que defendemos desde que seja respeitado todos,desde que o ideial de cada um seja valorizado e não adimitimos que um grupo diminua o valor dos presentes....

"Eu amo esta entidade e o nome dela eu vou dizer,UJS...UJS...UJS"

Conferência Municipal de Juventude em Volta Redonda-RJ

A II Conferência Municipal de Políticas Públicas para a Juventude foi realizada neste fim de semana em Volta Redonda. Organizada pela prefeitura, por meio da Coordenadoria Municipal da Juventude e do Comitê de Acompanhamento da Política Municipal da Juventude, a conferência teve como tema "Conquistando Direitos, Construindo o futuro".
Foi feita durante o evento a escolha dos 25 integrantes do Conselho Municipal da Juventude e dos 16 delegados que representarão o município na Conferência Estadual da Juventude.
Segundo o responsável pela Coordenadoria da Juventude, Marcelo Argôlo, cerca de 150 jovens compareceram ao encontro. Eles debateram, entre outras questões, temáticas ligadas ao direito e desenvolvimento integral, direito ao território, qualidade de vida e direito à diversidade.
- É de extrema importância o envolvimento dos jovens da cidade no debate e na proposição de políticas públicas voltadas para eles. Além disso, este é o ponto de partida para que ações mobilizadoras neste sentido sejam mais frequentes - disse.
O evento foi destacado pelos organizadores como um marco - isto porque, pela primeira vez, o município terá um conselho com a responsabilidade única de propor e gerir políticas públicas voltadas para o jovem.
O vice-prefeito de Volta Redonda, Nelsinho Gonçalves (PMDB), explicou sobre a composição do Conselho, que é formado por oito pessoas da prefeitura, duas da Câmara Municipal e 15 da sociedade.
- Esta é a formação do primeiro Conselho da Juventude da história da cidade. Já atuamos através do Orçamento Participativo Jovem, com fóruns todos os anos, e o conselho será mais um instrumento para aproximar a juventude do poder governamental - destacou.
Sobre o envolvimento dos jovens em atividades ilícitas, o vice-prefeito destacou o desenvolvimento de atividades ligas ao esporte e cultura, somados ao investimento na qualificação profissional.
- Temos 30 Cras (Centro de Referência e Assistência Social), e isso demonstra que a prefeitura tem investido na qualificação profissional. Uma forma de reduzir a violência é através da oferta de oportunidades - ressaltou.
A estudante Letícia Matos destacou que mesmo os jovens que não são militantes de um partido precisam participar dos debates de políticas públicas.
- Precisamos que sejam realizados mais eventos com objetivo de inserir a comunidade na condução da política. A violência nos assusta. É preciso que sejam feitas ações concretas para diminuir este índice - disse.

Leia mais: http://diariodovale.uol.com.br/noticias/2,45701,Volta-Redonda-realiza-Conferencia-de-Politicas-Publicas-para-a-juventude.html#ixzz1X4XFjzRl

Conferência Municipal do PCdoB de Volta Redonda-RJ

A Câmara Municipal de Volta Redonda serviu de sede para a realização da Conferência Municipal do PC do B, durante a manhã de ontem (3). O encontro teve como objetivos a escolha de delegados para representar o Sul Fluminense na Conferência Estadual do partido e a eleição da nova diretoria, além de discutir as chamadas questões partidárias.
A conferência foi conduzida pelo presidente do diretório municipal, Giovani Moreira, e acompanhada pelos vereadores de Volta Redonda Marquinho Motorista e Neném, além do pré-candidato à prefeitura de Barra Mansa, Jonas Marins, e do Secretário Estadual de Organização do PC do B, Uirtz Sérvolo da Silva.
A avaliação do Governo Dilma, a necessidade de se reduzir os juros, a democratização dos meios de comunicação, reformas no SUS (Sistema Único de Saúde) e futuras alianças políticas foram alguns dos assuntos levantados no encontro. Toda discussão teve como foco as eleições de 2012, nas quais o partido almeja conquistar maior espaço no Executivo.
- O Rio de Janeiro é o único estado do Brasil que ainda não tem prefeito do PC do B. Hoje temos cerca de dez pré-candidatos a prefeituras no Rio, e o nosso objetivo é eleger, no mínimo, três. Já demonstramos capacidade eleitoral para isso - afirmou Uirtz.Indicação de vice para Neto

Outro ponto debatido no encontro foi a representatividade municipal e a possibilidade de indicação de um nome para concorrer como vice ao lado do atual prefeito de Volta Redonda, Antônio Francisco Neto (PMDB). Para o secretário de Organização, além da indicação de um vice-prefeito para a cidade, o partido tem base política para reivindicar uma secretaria na administração municipal. Os nomes que deverão ser indicados tanto para o vice de Neto como para a secretaria ainda não foram revelados.
De acordo com o vereador Marquinho Motorista, a escolha ainda vai ocorrer em um próximo encontro. O parlamentar disse ainda que, independente de Neto aceitar ou não a indicação, o apoio do PC do B ao atual prefeito estará mantido em 2012.
- Tínhamos que realizar, antes, essa conferência, que aconteceu em duas etapas. Agora, com a nova direção municipal escolhida, poderemos indicar o vice de Neto.
http://diariodovale.uol.com.br/noticias/2,45700,PC-do-B-renova-direcao-e-escolhe-delegados-em-Volta-Redonda.html#axzz1X4SAX1zZ


quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Camila Vallejo: “A militância é algo que vai muito além do meu tempo na universidade, é um compromisso para a vida”

A chilena Camila Vallejo não vacila, esbanja conhecimento e pulso firme ao responder perguntas para a imprensa sobre a situação da educação em seu país.

Fala com convicção a respeito de uma grande unidade existente no Chile, quando explica o movimento da qual faz parte e que tem levado para as ruas, há mais de três meses, milhares de estudantes e trabalhadores. Os presidentes da UNE e UBES, teveram a oportunidade de participar de um desses protestos, a greve nacional, nos últimos dias 24 e 25 de agosto, com mais de 250 mil pessoas.

Camila destaca que essa manifestação foi a maior mobilização pós-ditadura e não foi convocada somente pelos trabalhadores de cobre, mas pela Central Unitária dos Trabalhadores (CUT), que se juntou aos estudantes universitários e secundaristas, aos trabalhadores do setor público, sindicatos de transportes, entre outros. “O Chile tem um grito bastante recorrentes em manifestações públicas que diz: Avante, avante, trabalhador e estudante’. Eu acho que esta jornada de 48 horas de protesto, paralisação e de mobilização, representa muito bem o espírito por trás desse grito”, conta ao site oficial da UNE a presidente da Federação dos Estudantes da Universidade do Chile.

Foi também durante esse levante, que resultou na prisão de milhares de manifestantes e na morte do jovem Manuel Gutiérrez, que surgiu o convite da UNE e da UBES para que Camila viesse ao Brasil se integrar à grande marcha dos estudantes brasileiros hoje,31. Mesmo com a sua rotina frenética, ela topou a parada e desembarcou essa amanhã em Brasília para lançar a jornada continental de lutas da juventude latinoamericana.

Essa rotina de manifestações tem ocupado quase que a totalidade do tempo da jovem estudante, o que não impede, no entanto, de tentar levar uma vida normal.“Este ano, como presidente da Fech, pouco tempo me resta para qualquer coisa além da política e das responsabilidades de meu cargo. Mas, isso não significa que não esteja desfrutando da minha juventude. A política é uma atividade que pertence à sociedade como um todo, portanto, o trabalho de representar e ser parte ativa na mesma compete também aos jovens – com o compromisso, vitalidade e convicção que nos caracterizam”, pontua a estudante de geografia, que ganhou notoriedade internacional nos últimos meses.

Como foi sua aproximação com a política? Como passou a militar no movimento estudantil?

Desde muito jovem, minha família me formou com valores políticos de esquerda, como democracia e justiça social. Com esta sensibilidade à esquerda é difícil manter-se fora da política e dos espaços que permitem fazer a mudança, especialmente em uma sociedade tão desigual e injusta como a do Chile. Foi assim que me interessei em fazer parte da política, desde muito jovem. Tal vontade se acentuou com a entrada na faculdade, de onde, finalmente, veio a adesão à juventude comunista. A partir deste momento, comecei a ser uma parte ativa de um movimento que tem sido gestado com trabalho, empenho e companheirismo.

O movimento que se fortaleceu este ano é herdeiro da Revolução dos Pingüins em 2006? Quais são os elementos de continuidade e diferença?

Eu não o chamaria de um herdeiro, mas, certamente, possuem uma relação. Em 2006, quando eu era caloura na Universidade do Chile, estudantes do ensino médio foram capazes de instalar na agenda política de Bachelet a questão da educação, com demandas que acabaram sendo tão profundas como mudar o modelo educacional que nos foi dado desde a ditadura militar. A principal diferença entre este movimento, é que, agora, podemos ver todos os setores sociais mobilizados. No começo, o movimento surge essencialmente nos setores universitários, depois vai tomando conta e se espalhando por todo país se transformando em uma das maiores mobilizações desde o retorno à democracia no Chile.
Qual é o balanço que você pode fazer como presidente da Fech, a Federação dos Estudantes da Universidade do Chile, especialmente, nos últimos meses? Qual foi o estopim dessa nova onda?

Faria um balanço muito positivo. Por um lado, esta intensa mobilização nos impediu de avançarmos em alguns aspectos do nosso programa interno. Mas, os avanços que tivemos com a Fech são qualitativamente muito superiores ao ano anterior. Retomamos um papel importante para que os estudantes – e nossa Federação – voltassem a ser novamente atores políticos de importância nacional, cujas opiniões têm um impacto real nos debates históricos sobre a sociedade. Desta forma, temos reavaliado o valor da organização dentro de nossa própria universidade, transcendendo as barreiras estudantis e nos permitindo avançar e nos envolver ativamente nos debates. É preciso deixar para trás a ideia de que a política pertence a poucos, e se aproximar rapidamente de um cenário mais democrático a partir do qual poderemos construir e defender propostas pelas transformações que o Chile precisa.


A principal bandeira de luta é a educação de qualidade e gratuita para os jovens, certo? Como você enxerga o cenário ideal, levando em consideração a realidade de hoje no Chile?

É claro que a educação gratuita é uma ideia política que queremos instalar, mas sabemos que não será uma realidade em curto prazo. Antes de tal transformação, é necessário promover uma reforma tributária que impeça que a diferença socioeconômica entre ricos e pobres, hoje no Chile, se aguce. No entanto, lutamos contra um modelo essencialmente neoliberal, que vê a educação como um bem de mercado – como diz o próprio presidente do Chile – e não como um direito, visão intransigentemente defendida pela direita que chegou ao governo através de [Sebastian] Piñera. Esperamos mudar as raízes de um modelo educacional que nos mantém no subdesenvolvimento.

Neste momento, como estão as negociações com o governo, e quais são as principais conquistas do movimento?

Este governo tem se mostrado intransigente na hora de negociar sobre o modelo educacional que instalaram desde a ditadura militar. Não é só isso, tem se demonstrado disposto a levantar a face mais repressiva, não ouvindo as demandas legitimas e respaldadas por um movimento que as próprias pesquisas mostram ter uma aprovação superior a 80%. Até agora uma das grandes conquistas do movimento tem sido consolidar uma aprovação transversal e unificada na sociedade. Agora, depois de muitas pressões da nossa parte, estamos próximos de sentar à mesa e enfrentar cara a cara um diálogo com o presidente. Esperamos que neste espaço possamos avançar em questões concretas sobre nossas reivindicações. E que não voltem a faltar com respeito ao movimento, com uma soma de dinheiro cheia de ambigüidades, que não nos garante nenhum dos princípios que já defendemos nas ruas há três meses.

Há quanto tempo a Universidade não é mais gratuita no Chile? Explique melhor a questão do endividamento dos alunos.

Desde a ditadura militar, que foi quando mudou o modelo educacional no Chile. O Estado deixou de ser responsável pela educação em todos os níveis e tem um papel meramente subsidiário, deixando o trabalho para o ensino privado, a quem também é concedido o direito de lucrar o dinheiro de todos os chilenos, sob o pretexto de garantir a "liberdade de ensino". Como hoje a educação não é concebida como direito, mas sim como um bem de consumo, para obtê-la é preciso pagar. E como as universidades públicas não recebem aportes do Estado para a altura dos seus orçamentos, elas têm sido forçadas a se envolver em auto-financiamento, o que significa em palavras simples, que o seu faturamento vem principalmente das taxas pagas pelas famílias. Neste contexto, as quantias necessárias para que as universidades possam realizar seu trabalho é muito mais alta em comparação aos rendimentos recebidos por famílias chilenas. Por isso hoje, basicamente, quem quer estudar tem que se endividar, porque somente uma pequena porcentagem da sociedade tem condições de pagar altos preços pelos estudos.

Quais são as outras questões do debate? Dentro do movimento estudantil estas questões já ultrapassaram a questão educacional?

Um movimento social desta magnitude exige ao governo e ao parlamento governar de acordo com as demandas que estão se defendendo nas ruas. Pode-se notar que a democracia no Chile não dá a possibilidade de se fazer uma sociedade verdadeiramente participativa. Desta maneira, surgem automaticamente demandas por mais democracia e reformas constitucionais relevantes para atingir esse objetivo, por exemplo, que nos permitam deliberar como nação por meio de um plebiscito vinculativo. Lembramos que a Constituição chilena foi feita durante a ditadura e sem o apoio da nação. Uma situação terrível para um país que se diz passar vinte anos vivendo em uma democracia.
Ocorreu no começo de agosto, no Uruguai, o 16 º CLAE, com a participação de milhares de estudantes de todo o Continente.

Qual a sua opinião sobre um intercâmbio político mais eficaz entre os estudantes da América Latina?

Entendo que é absolutamente necessário. Os estudantes são atores políticos presentes na América Latina. Por isso, é claro que a nossa política deve convergir no mesmo sentido de que os diferentes países deveriam se alinhar em torno de demandas que, evidentemente, nos convocam por igual, dada as semelhanças de uma região em subdesenvolvimento, produto do capitalismo e da opressão que os EUA geram sobre nós até hoje. Instâncias como OCLAE devem ser muito mais presentes, tanto para estudantes como para todos os tipos de organizações latino-americanas.
A UNE convidou você para a “Marcha dos Estudantes” brasileiros, que irá encerrar o "Agosto Verde e Amarelo", série de manifestações que defendem que 10% do PIB e 50% do fundo social do Pré-sal do Brasil sejam destinados para a educação.

Vocês estão defendendo no Chile algo parecido com isso em relação ao cobre, não é?

Na quarta-feira chego a Brasília. De fato, há semelhanças nas reivindicações. O Chile é um país muito rico em recursos naturais, o que não condiz com os baixos níveis de habitação, saúde e educação, entre outros. Isso se deve, principalmente, à privatização dos recursos naturais, e a enorme condescendência que se tem este setor. Trata-se de compensação tributária. Quando exigimos um aumento substancial dos recursos públicos na educação, nos perguntam frequentemente “e onde obteremos esses recursos?” - do cobre, respondemos. Da nacionalização de nossos recursos naturais.

Sabemos que estuda Geografia. Em que período da formação você está? Você consegue conciliar os estudos e a militância?

Já sou graduada em Geografia e sem dúvida ser presidente da FECH significou um custo acadêmico que, desde a minha nomeação para o cargo, estive disposta a assumir. O trabalho político exige bastante tempo e dedicação, mas não inviabiliza o trabalho acadêmico na medida em que você se organiza. No entanto, a militância é algo que vai muito além do meu tempo na universidade, é um compromisso para a vida, que sempre significará sacrifícios de toda espécie. Obviamente, nem todo mundo está disposto a assumir isso, mas de minha perspectiva comunista, creio que não só vale a pena, como é imprescindível na luta por um país mais justo.

Após os primeiros protestos, a mídia manifestou com mais freqüência ou com maior ênfase, a questão da sua beleza física, em detrimento de suas qualidades e habilidades intelectuais. Isso te incomoda?

Esses tipos de ataques vieram principalmente dos setores de direita, que têm o domínio da grande maioria dos meios de comunicação e, em minha opinião, representam uma estratégia bastante covarde, baixa e, sobretudo, fracassada, para desacreditar um movimento que hoje está mais forte do que nunca. Me parece que ainda há meios essencialmente machistas e misóginos que tentam fazer disto um tema. O movimento, a sociedade e o Chile têm sido capaz de avançar, valorizando muito mais clareza de conteúdo e a transversalidade do apoio, do que aquilo que eles chamam de "um rostinho bonito". Como eu disse por meio de outros meios, parece-me um despropósito argumentar que, com os níveis de organização, solidez e transversalidade do debate sobre educação e democratização no Chile, a aparência física ainda seja assunto.

Entrevista: Rafael Minoro e Patricia Blumberg UNE

Gremio Jovens Educando

Site Oficial http://jeducando.blogspot.com

Posse do Grêmio Estudantil,um dos mais organizados de Volta Redonda de acordo com representantes do poder público e da União Municipal dos Estudantes Secundarista (UMES-VR)de Volta Redonda.